Os sintomas podem ser os mais variados e podem ser divididos de acordo com o mecanismo imunológico envolvido, ou seja, de acordo com o mecanismo de defesa envolvido:

Alergia mediada pelo anticorpo IgE

Alergia mediada pelo anticorpo IgE (quando o corpo do bebê produz anticorpos chamados IgE para reagir às proteínas). Neste caso as reações são imediatas e ocorrem de segundos até 2 horas após a ingestão do alimento e em geral são de fácil diagnóstico. Este é o tipo mais temido pelos pais.

Sintomas

  • Lesões vermelhas na pele (urticária),
  • prurido,
  • “inchaço” nas pálpebras e/ou nos lábios,
  • edema ou “inchaço” na glote (obstrui a entrada de ar aos pulmões),
  • rinite,
  • choque anafilático (quadro grave que compromete a circulação e a oxigenação),
  • hipersensibilidade gastrintestinal imediata (náuseas, cólicas, vômitos ou diarréia que acontecem logo após a ingestão do alimento),
  • sonolência e
  • prostração.

 

Alergia não mediada por IgE

Alergia não mediada por IgE (em que o mecanismo envolvido não provoca produção do anticorpo IgE). São chamadas de reações retardadas ou tardias.

Sintomas

  • Sangue nas fezes em criança aparentemente saudável,
  • diarréia,
  • vômitos,
  • regurgitações,
  • baixo ganho de peso e/ou estatura,
  • desnutrição,
  • anemia,
  • distensão abdominal,
  • constipação,
  • doença do refluxo,
  • assaduras de difícil tratamento,
  • cólicas e
  • irritabilidade.

A presença de muco (catarro nas fezes) de modo isolado não significa alergia.
Borbulhar com água oxigenada não quer dizer nada!
Exame de sangue oculto nas fezes isoladamente não quer dizer nada!

Assadura de difícil tratamento. Imagem cedida pela mãe para o site
Assadura de difícil tratamento. Imagem cedida pela mãe para o site

Os sintomas que estão envolvidos na maioria das vezes são: irritabilidade excessiva, cólica que ultrapassa os 3 meses, regurgitações (golfadas) e vômitos frequentes, doença do refluxo gastro-esofágico, sangue nas fezes, diarréia persistente ou crônica, baixo ganho de peso, recusa alimentar, distensão abdominal, assaduras resistentes ao tratamento, anemia resistente ao tratamento, tosse crônica, problemas de pele, inchaço, entre outros.

O quadro pode ser leve, sutil, moderado ou grave. Nem sempre ocorrem perda de peso ou sintomas graves.

A maioria dos casos de APLV não é grave, mas exige todo cuidado para o tratamento pois, se não conduzida de forma adequada, poderá trazer consequências muito negativas a curto e longo prazo para a criança.

Combinações de reações imediatas e tardias podem ocorrer na mesma criança.

Os primeiros sintomas em geral ocorrem entre 2-4 meses de idade, mas podem ocorrer antes (desde o nascimento) ou mesmo depois caso a criança esteja em aleitamento materno exclusivo.

Quando ocorre a introdução do leite a criança primeiro se sensibiliza e depois de um tempo variável (1-3 meses) inicia as manifestações da alergia. Lembrando que a sensibilização (contato com a proteína) pode ocorrer ainda no seio materno, proveniente das proteínas do leite que a mãe ingere.

 

Alergia mediada pelo IgE e por células (mista)

Inclui algumas doenças como a dermatite atópica (lesões de pele), asma, esofagite eosinofílica (pode apresentar dor, vômitos e dificuldade de engolir) e gastroenteropatia eosinofílica (pode apresentar os mais variados sintomas gastrointestinais além de perda de peso, ascite e “inchaço” no corpo).

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