Tratamento

Para os familiares que não acreditam…

Em primeiro lugar é preciso entender porque não acreditam e na grande maioria das vezes é por falta de informação.

Então mãos à obra!

Não vamos apenas relatar, vamos informar, mostrar dados, cartilhas, livros, sites, etc. Vale até levar junto ao pediatra ou solicitar que o mesmo envie um e-mail ou formulário sobre o rigor necessário. Mostre esta parte do site…

Popularmente alergia está ligada a lesões na pele, coceira e tosse que ocorrem imediatamente após a ingestão de um alimento. E, muitas vezes, não é isto que ocorre na APLV, onde os sintomas podem ser exclusivamente gastrointestinais e podem ocorrer após horas ou dias da ingestão do alimento. Além disto, antigamente não havia tantos casos e não se fazia este diagnóstico.

Portanto, para avós, sogras, cunhados, tios, primos, babás e amigos, respeitem a dieta que os pais estão impondo para seus filhos, pois não é invenção dos pais ou neurose da mãe, é uma necessidade que partiu de uma avaliação e ordem médica e parece exagerada mesmo, mas não é!

Algumas reportagens da televisão aberta podem ser bem didáticas. Acesse a área Alergia a leite na mídia e mostre para os familiares.

Mais uma coisa para familiares e amigos: não sintam pena da criança, pois não é grave e vai passar na maioria das vezes e a criança não irá sofrer com possíveis restrições futuras. Haverá sofrimento se houver segregação, exclusão e se não houver respeito pela conduta dos pais que fazem o que fazem por ordem médica.

Campanha JUNTOS NÃO SOMOS RAROS      Campanha do facebook para conscientização e divulgação da alergia alimentar

Não se afaste das pessoas queridas, informe-as.
Ser taxada de “neurótica” é muito comum e indica que está no caminho certo, mas é preciso informar para não se retrair do convívio com os familiares.

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4 Comentários

  • Camila 4 de fevereiro de 2015 at 14:47

    Em primeiro lugar gostaria de parabenizá-los pelo site! É a melhor fonte de informação sobre APLV que encontrei disponível em português. Aproveito para enviar uma pergunta. Tenho um bebê de 2 meses diagnosticado com APLV há um mês. Desde então tenho evitado o contato dele com outras pessoas, com medo de que existam farelos ou restos de comida em suas roupas, cabelo e mãos. Essa “paranóia” está afastando os familiares (avós, padrinhos, tios e primos) e eu realmente não queria que isso acontecesse. Esse cuidado é exagerado? Posso deixar que parentes e amigos peguem no bebe e o carreguem no colo? Muito obrigada desde já!

    Reply
    • alergia 4 de março de 2015 at 14:55

      Oi Camila,

      Obrigado pelos elogios.
      Cada criança tem uma sensibilidade diferente e algumas precisam mesmo desta restrição de contato. Outras não.
      Avalie a condição de seu filho junto ao gastropediatra.
      A melhor forma de lidar com isso não é se afastando, é informando os familiares. Mostrando o site, imprimindo cartilhas, convencendo-os.

      Muito obrigado. Se tiver qualquer sugestão de melhora, por favor nos informe. Abraço.

      Reply
  • Flávia da Veiga 3 de maio de 2015 at 21:18

    Gostaria de parabenizá-los pelo site, as explicações são claras, imprimi e montei uma cartilha para entregar aos familiares, pois, muitas vezes acham a gente exagerada e não acreditam.

    Reply
    • alergia 3 de maio de 2015 at 22:21

      Ótimo!
      Serve para ajudar também os pediatras e gastropediatras.

      Reply

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