Sabemos que a criança está melhor da alergia quando ela entra em contato com a proteína do leite e não ocorrem sintomas.

Mas a introdução da proteína deve ocorrer apenas com a autorização do médico e de modo criterioso, pois pode haver reações graves ou mesmo sinais sutis que os pais não levam em consideração. Não adianta ficar testando a melhora a todo o momento para ver se a criança já está bem… Isto é muito pior para a criança que pode manter sintomas intermitentes e é muito ruim para os pais, pois aumenta a ansiedade e a frustração.

Algumas vezes ainda é possível a criança desenvolver tolerância aos traços e/ou a pequenas quantidades de leite presentes em alimentos assados e não tolerar outras preparações, mas apenas o médico pode liberar, pois algumas vezes apenas um baixo ganho de peso ou um sono agitado podem ser sinais de reação.

A época ideal da reintrodução deve ser discutida com o médico, levando em consideração a opinião da família. Levamos em conta fatores como idade, tipo e gravidade da reação inicial, idade de início, manifestação clínica, presença de desnutrição ou outras doenças, indícios de escapes alimentares no domicílio, grau de orientação e ansiedade dos pais, entre outros aspectos.

Atualmente, o padrão ouro para determinar se a criança já está melhor, ou em outras palavras, já adquiriu tolerância é o teste de provocação oral ou teste do desencadeamento oral.

Teste de provocação ou desencadeamento oral

É um teste em que se reintroduz o alimento suspeito para saber se a criança realmente possui alergia (diagnóstico) ou para saber se a criança já melhorou (adquiriu tolerância).

Este teste deve ser realizado em ambiente hospitalar ou ambulatorial a depender da história clínica (idade de início, manifestação inicial, presença de outros sintomas, presença de comorbidades, indícios de escapes alimentares no domicílio, grau de orientação dos pais, etc.). O teste não deve ser realizado sem orientação médica.

A criança deve estar bem, sem outras doenças ou sintomas concomitantes (gripe, febre, diarreia, etc.) e sem uso de medicamentos que possam influenciar nas reações como anti-alérgicos e corticóides.

É importante não oferecer à criança alimentos que não possui o hábito de comer. A principal preocupação nestes testes é a existência de reações IgE mediadas (imediatas) e que podem ocorrer até 4 horas após a introdução do alimento. No entanto, a maioria das reações são tardias (não mediadas por IgE) e os sintomas poderão ocorrer após a alta hospitalar.

Durante o teste o leite será reintroduzido na dieta em pequenas doses, com aumento progressivo do volume. Alguns centros utilizam alimentos preparados com leite e assados em alta temperatura (bolos, pães, biscoitos, etc.), pois a chance de não haver reação é maior.

Se o teste for positivo (a criança tiver reação) isso significa que ela ainda é alérgica ao leite e deverá manter a dieta por mais tempo, em geral, mais 6 a 12 meses.

Algumas vezes os sintomas são altamente sugestivos de alergia, com manifestações intensas e a resposta da dieta é tão marcante, que não se faz necessário o teste de provocação para diagnóstico.

Outras vezes ocorre no domicílio algum escape alimentar que leva a alguma reação específica na criança, neste caso também podemos tirar conclusões se a criança já tolera ou não, não necessitando realizar o teste de provocação para avaliar tolerância.

Importante: teste de provocação para ver se a criança já melhorou (desenvolveu tolerância) não deve ser realizado em menores de 1 ano, pois raramente ocorre melhora da alergia antes de 1 ano.

Relembrando:

  • 50% das crianças melhoram após o primeiro ano de vida
  • 70% até os 2 anos
  • 90% até o quinto ano de vida.

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