Viagens e festas

Fazemos parte de uma cultura na qual a comida é algo de grande valor, quase todas as reuniões e encontros sociais são marcados por almoços, jantares ou cafés, entretanto, nem sempre é fácil conviver com isso quando há o diagnóstico de APLV. Mas qual é a solução? Excluir-se?

De forma nenhuma, o ser humano é sociável e é saudável que se relacione, por isso, o lema é informação, paciência e adaptação.

1) Festas infantis: não confie na informação do garçom que diz que o salgadinho tal não tem leite… Provavelmente foi frito no mesmo óleo ou assado na mesma assadeira de algum bolinho de queijo. O melhor a fazer é levar seu “kit festa”. Hoje existem receitas até de brigadeiro que não leva leite… Tenha em casa alimentos congelados que seu filho possa comer, quando tiver algum evento, leve-os sem vergonha. Lembre-se que mesmo sem alergia sem filho menor de três anos não deveria ingerir doces e guloseimas.

Os pais podem ligar antes e ver o que será servido na festa para fazer algo similar.

Não é necessário privar a criança das festas infantis (atualmente são um evento a parte e antigamente quase não existia). Lembre-se que para a criança menor de um ano estas festas não são tão proveitosas quanto os pais acreditam.

2) Comer fora em restaurantes? Muito difícil encontrar algum restaurante com pratos isentos a não ser que o dono seja pai ou mãe de uma criança alérgica! Não comer fora é a regra.

3) Frases que não fazem sentido:

Ele vai “aguar”… Tadinho….

Só um pouquinho não poderá fazer mal…

Não existe o termo “aguar”. Seu filho não é um tadinho, a culpa não é sua e só um pouco pode fazer mal SIM.
Visita à casa de parentes e amigos pode ser desgastante caso eles não tenham conhecimento do problema. Leve sempre seu “kit alimentos”.

4) Viagens: leve o kit viagem e leve na mala os utensílios próprios (prato, talheres, vasilhas, liquidificador, garrafa térmica e até a máquina de fazer pão).

5) Tente explicar para as pessoas porque não pode, se for o caso leve um material impresso. Exagere nos sintomas que seu filho já apresentou, diga que não acreditava nisso, se reagir um pouquinho depois de algum evento social, espalhe que foi parar no pronto-socorro, vale tudo…

Mas não se sinta constrangido: A SAÚDE DO SEU FILHO É MAIS IMPORTANTE!

Se o constrangimento for inevitável, não viaje. Prorrogue estas viagens para depois. Vocês terão muitas e muitas oportunidades. Precisamos controlar a ansiedade, pois tudo muito provavelmente vai passar.

As viagens podem ser substituídas também por pequenos passeios mais perto, isso faz parte do enfrentamento. Importante não forçar, mas também não tornar a alergia um “amuleto” para evitar situações sociais.

A segurança dos pais é a segurança do filho.

 

Fonte: Adaptado de Guia do Bebê e da criança com alergia ao leite de vaca. 1ª Ed. AC/Gen, 2013
Renata Pinotti

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