Escola

Seu filho tem direito à merenda escolar adaptada e segura pois é portador de necessidade nutricional especial.

LEI 12.982/2014, que entrou em vigor no fim de agosto/2014, complementando a lei 11.947/2009, referente ao direito à merenda escolar adaptada e segura para crianças com necessidades nutricionais específicas:

Algumas mães se juntaram e, com experiências complementares vividas a partir da alergia alimentar de seus filhos, fizeram uma cartilha para ajudar outras famílias na inclusão escolar.  Faça o download no link: Guia alergia alimentar nas escolas 

 

Alergia alimentar na escola

Alergia alimentar na escola

Levar uma lista dos alimentos proibidos e um impresso ou relatório médico afirmando que um pedacinho minúsculo pode fazer mal, sim! Que o contato indireto com coleguinhas que acabaram de comer algo com proteína do leite pode fazer mal sim!

No relatório ainda deve constar os possíveis sintomas associados à ingesta (diarréia, vômitos, inchaço de lábios e olhos, placas vermelhas na pele, dor abdominal) e a possibilidade de risco de anafilaxia quando houver (fechamento da garganta, dificuldade de respirar, desmaio, etc).

A escola deverá receber dos pais ainda uma orientação do médico da criança com relação dos medicamentos que deverão ser administrados caso ocorra ingestão acidental de algum alimento com leite, bem como os telefones para contato imediato da família e do pediatra.

De preferência o lanche deve ser levado de casa, como antigamente… E, por via das dúvidas, nada deve ser oferecido além do lanche que os pais enviaram.

Deve-se estimular na escola, a conversa com as outras crianças e os professores. Quando todos sabem o que está acontecendo, a tendência é que todos ajudem a criança e não ofereçam alimentos para ela. Na hora do lanche o professor deve observar a criança sem que ela se sinta vigiada.

Em dias de festa de aniversário ou lanche coletivo na escola, em que as crianças podem trocar seus lanches o ideal é que os pais responsáveis pela festa sejam informados que existe uma criança com APLV. A conversa entre os pais pode resultar em duas soluções: eles podem propor aos pais da criança com APLV que sugiram o cardápio ou façam o bolo sem leite ou que levem algo semelhante ao que será oferecido para as outras crianças.

Todas as crianças podem ser ensinadas a lavar as mãos depois de comer para manter seu amigo alérgico de alimentos seguros. Eles também devem ser instruídos para nunca toque a comida de outra pessoa e manter suas mãos a mesmos quando comer.

Existem opções de bolos, cupcakes, bisnaguinhas, pães, esfirras, bolachas, etc, que podem ser feitos sem leite. Leia a seção receitas.

OBS: Balões de festa podem conter caseína (proteína do leite) que é um dos produtos adicionados no processamento do látex. Giz de escola também pode conter caseína. No entanto, a maioria das crianças não reage a estes produtos. Consulte seu médico para tentarem juntos determinar o grau de sensibilidade do seu filho.

Outro recurso utilizado pelas mães é colocar rótulos das embalagens de “todynho”, “danoninho”, etc em potinhos que lembram as embalagens originais. Ex: o potinho plástico do fermento para simular o “todynho”, ou então um paliteiro de dente bem vedado – o furo para sair o palito é onde coloca-se o canudinho, etc.

Potinhos falsos, mas bem coloridos! Fonte: alergiadecomida.blogspot.com.br

Potinhos falsos, mas bem coloridos! Fonte: alergiadecomida.blogspot.com.br

 

 

Fonte: Adaptado de Guia do Bebê e da criança com alergia ao leite de vaca. 1ª Ed. AC/Gen, 2013
Renata Pinotti

 

Cartilha da escola

Cartilha para escola que inclui os cuidados e responsabilidades da escola, a inclusão da criança e finaliza com inúmeras receitas de lanches escolares.
Baixar cartilha

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *