Há exames que confirmam ou afastam o diagnóstico de APLV

Não existe nenhum exame que permita estabelecer o diagnóstico de certeza da alergia ao leite de vaca.

Os testes cutâneos (prick test) e a pesquisa de anticorpos IgE específicos através de exames de sangue (ImmunoCap®, antigamente chamados de RASTs) podem ser aplicados quando há suspeita de alergia alimentar IgE mediada (quadros de urticária, inchaço de olhos e face, chiado no peito, anafilaxia) e podem ser úteis para direcionar a necessidade de realizar um teste de provocação.

Quando são negativos significam que a probabilidade é alta da criança não ter alergia pelo mecanismo IgE, mas se a criança tiver alergia não IgE, mesmo sendo grave, o exame será negativo.

Quando positivos, indicam sensibilização e somente em 50% das vezes haverá uma relação causal entre o leite de vaca e o desenvolvimento do sintoma estudado. Ou seja, podem ser positivos e a criança pode já ter desenvolvido tolerância (melhorado da alergia), mesmo com exame positivo!

Mais uma vez, lembramos que a maioria das alergias com manifestações apenas gastrointestinais, não são mediadas por IgE e o diagnóstico fundamenta-se na anamnese e exame físico detalhados, na melhora clínica na vigência da dieta de exclusão dos alérgenos e no teste de desencadeamento positivo, quando indicado. Ou seja, nestes casos (alergias não mediadas por IgE) não são necessários exames.

Nos lactentes que são alimentados com leite materno exclusivo, a prescrição de uma dieta isenta de leite de vaca e derivados para a mãe é uma forma adequada de se confirmar a suspeita diagnóstica.
Nos pacientes alimentados com fórmulas à base de proteína do leite de vaca, a prescrição de uma fórmula não alergênica (à base de proteínas extensamente hidrolisadas ou de aminoácidos) por 2 semanas é uma estratégia para se avaliar a resposta clínica confirmando ou afastando o diagnóstico.

Se os sintomas persistem na vigência da dieta de exclusão corretamente instituída, o diagnóstico de alergia alimentar é pouco provável.

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