Como funciona o teste de provocação? Será realmente necessário?

Teste de provocação ou desencadeamento é um teste em que se reintroduz o alimento suspeito para saber se a criança realmente possui alergia OU para saber se a criança já melhorou (adquiriu tolerância).

Este teste deve ser realizado em ambiente hospitalar ou ambulatorial a depender da história clínica (idade de início, manifestação inicial, presença de outros sintomas, presença de comorbidades, indícios de escapes alimentares no domicílio, grau de orientação dos pais, etc.). O teste não deve ser realizado sem orientação médica.

A criança deve estar bem, sem outras doenças ou sintomas concomitantes (gripe, febre, diarreia, etc.) e sem uso de medicamentos que possam influenciar nas reações como anti-alérgicos e corticóides.

É importante não oferecer à criança alimentos que não possui o hábito de comer. A principal preocupação nestes testes é a existência de reações IgE mediadas (imediatas) e que podem ocorrer até 4 horas após a introdução do alimento. No entanto, a maioria das reações são tardias (não mediadas por IgE) e os sintomas poderão ocorrer após a alta hospitalar.

Durante o teste o leite será reintroduzido na dieta em pequenas doses, com aumento progressivo do volume.

Alguns centros utilizam alimentos preparados com leite e assados em alta temperatura (bolos, pães, biscoitos, etc.), pois a chance de não haver reação é maior.

Algumas vezes os sintomas são altamente sugestivos de alergia, com manifestações intensas e a resposta da dieta é tão marcante, ocorrendo piora com escape alimentar que não se faz necessário o teste de provocação para diagnóstico.

Outras vezes ocorre no domicílio algum escape alimentar que leva a alguma reação específica na criança ou não, neste caso também podemos tirar conclusões, prescindindo do teste de provocação.

Teste de provocação para ver se a criança já melhorou (desenvolveu tolerância) não deve ser realizado em menores de 1 ano, pois raramente ocorre melhora antes de 1 ano.

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